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MAPFRE Investimentos: Taxa de desemprego apresenta disparidades regionais

São Paulo 12 de agosto de 2019 – Mais uma semana de divulgação de indicadores relevantes, como o Índice de Preços ao Consumidor e o custo unitário do trabalho, nos Estados Unidos, nos dias 13 e 15, respectivamente. Também conheceremos os dados do PIB da União Europeia no segundo trimestre e da produção industrial, ambos na quarta-feira. No Brasil, destacam-se os dados de atividade econômica. Além do IBC-Br de junho –divulgado hoje com alta de 0,3%-, será divulgada a PNAD (Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios) do segundo trimestre deste ano.

A PNAD deve indicar que o mercado de empregos segue desaquecido. Afinal, um entre quatro trabalhadores está subutilizado, ou seja, desalentado, subocupado ou desempregado. A taxa de desemprego dessazonalizada e a renda do trabalhador tampouco denotam recuperação.

Esse indicador também deve demonstrar que esse quadro não é uniforme entre as regiões. A taxa de desemprego nacional foi de 12,7% de acordo com a última PNAD –enquanto ficou em 8,1% na região Sul e em 15,3% no Nordeste, conforme figura abaixo.

Mas nem tudo é negativo para a região Nordeste. Vale notar a evolução da combinação dos empregos e dos salários por regiões. Diante da menor taxa de desemprego no Sul, seria possível concluir que o dinamismo da massa salarial real essa região é superior. Os dados do IBGE, entretanto, mostram que a expansão da massa real de salários no Nordeste, de 3,2% nos últimos 12 meses, é superior à da região Sul, que ficou em 2% no mesmo período.

Diante dessa combinação de taxas de desemprego elevadas e aumento da renda, pode-se inferir que há tendência de concentração de renda. Essa inferência é mais acentuada na região Nordeste, onde desemprego e o aumento da renda são mais elevados. Os dados da PNAD indicam disparidades acentuadas do mercado de trabalho entre diferentes regiões do país. Mais do que isso, indicam também tendência de concentração de renda dentro de cada região, em especial na região Nordeste.

Empresas e Setores: Shopping centers em transformação
O setor de shoppings centers apresentou, no primeiro semestre, o melhor desempenho dos últimos cinco anos. Segundo a Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), o crescimento foi de 8,4% nas vendas ante o mesmo período de 2018. Adicionalmente, a entidade divulgou que a expectativa de aumento das vendas no ano é de aproximadamente 7% para o setor.

O fraco desempenho nos últimos anos é reflexo da crise econômica que atingiu a capacidade de consumo e confiança do brasileiro. O setor viu, em 2018, seu desempenho prejudicado por diversos motivos, como a greve dos caminhoneiros, a Copa do Mundo, incertezas no período eleitoral e o crescimento da taxa de desemprego.

O fluxo de pessoas continuou positivo em junho, mas apresentou uma retração se comparado a maio, quando há um forte fluxo, reflexo do Dia das Mães.

Com o crescimento das vendas on-line, os lojistas viram suas vendas despencarem. Foram necessárias adaptações para um ambiente mais atrativo. Novas parcerias surgiram para acompanhar a transformação do setor. Nos últimos anos, parcerias de aplicativos delivery e serviços expressos, que permitem a compra e entrega dos produtos, além da inclusão de laboratórios médicos e centros médicos, ajudaram e fortaleceram o ambiente frente a crise.

Nos próximos meses é esperado crescimento no fluxo de pessoas com advento de medidas de incentivos do governo para o setor. As vendas poderão ser impulsionadas no terceiro trimestre pela liberação do FGTS, levando o consumidor adquirir itens de menor valor agregado e beneficiando as redes de lojas. A semana patriótica, em setembro, também deve impulsionar o setor. Essa ação irá promover um novo “Black Friday”, com intuito de aquecer as vendas no setor varejista. Para isso o governo está negociando com entidades do comércio descontos para que possa aquecer o setor no período.

Gestão: Após a ressaca, calmaria
Após as turbulências geradas pelo corte dos juros com comunicado hawkish do Fed e pelo recrudescimento da guerra comercial entre os EUA e China, a semana passada foi de acomodação nos vários setores do mercado.

O dólar se consolidou em níveis mais elevados frente às principais moedas emergentes incluindo o real, reflexo da distensão monetária iniciada pelo Bando Central e pela saída líquida de investidores estrangeiros da Bolsa de Valores, em volume acumulado superior a US$ 5 bilhões no ano. A Bovespa recuperou parte das perdas da semana anterior, com avanço de 1,2% e 104 mil pontos, beneficiada pela aprovação, em segundo turno, da reforma da previdência na Câmara; pelo noticiário microeconômico, com destaque para a sensível melhora nos resultados corporativos do segundo trimestre; e também pelos anúncios da equipe econômica, como o decreto que facilita a devolução e relicitação de concessões rodoviárias e aeroportuárias problemáticas.

Menor sorte para os índices americanos, com frustração nos lucros corporativos e a percepção de valuations ‘esticados’ para o atual momento do ciclo econômico, com variação semanal negativa próxima de 0,5%. No cenário externo, o presidente Donald Trump baixou o tom em relação à China, admitindo a possibilidade de retomada das negociações em setembro. O yuan também se valorizou um pouco, após números divulgados melhores que o esperado das exportações chinesas, assim como o iene, beneficiado por números do PIB melhores que o esperado e diminuindo um pouco os temores de uma desaceleração econômica global sincronizada.

Entretanto, cresce a percepção de um balanço de riscos desfavorável no cenário externo, sobretudo na Europa, frente aos fracos números apresentados pela economia alemã e a rumores sobre a possibilidade de adoção de estímulos fiscais contracíclicos e da crise política que eclodiu na Itália, com a coalizão do governo rachada e apresentando uma moção pela antecipação de eleições.

Nesta semana, vamos acompanhar a Nota do Setor Externo referente a julho na quarta-feira. Já no cenário externo, destaque nos  EUA para a divulgação do CPI de julho (esperado +0,2% M/M) e na China para os dados da Produção Industrial de julho (esperado +6,3% A/A), ambos na quarta.

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Sobre a MAPFRE - No país desde 1992, a MAPFRE é um grupo multinacional que forma uma das maiores companhias de prestação de serviços nos mercados segurador, financeiro e saúde. Sólida e inovadora, está presente nos cinco continentes e conta com mais de 35 mil colaboradores. Em 2018, suas receitas atingiram cerca de 27 bilhões de euros. Especialista em suas áreas de negócio, a MAPFRE opera com bases de atividades sustentáveis e, no Brasil, atua em seguros, investimentos, consórcios, capitalização, previdência, saúde e assistência. A companhia adota compromissos internacionais como os Princípios para a Sustentabilidade em Seguros (PSI) e integra o Pacto Global da ONU (Organização das Nações Unidas). Também mantém a Fundación MAPFRE, instituição sem fins lucrativos, que promove e investe em pesquisas, estudos e atividades de interesse geral da população. Mais informações em www.mapfre.com.br.

A unidade MAPFRE Investimentos é especializada na gestão de fundos de investimentos que atendem aos segmentos de pessoa física e jurídica, além de entidades de previdência complementar, totalizando hoje um volume superior a R$ 10,5 bilhões.

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