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MAFPRE Investimentos: Os efeitos da guerra comercial no mercado da soja

São Paulo, 11 de fevereiro de 2019 – O cenário econômico será agitado nesta semana. No Brasil, a nota do Copom (Comitê de Política Monetária) será divulgada dia 12; enquanto PMC (Pesquisa Mensal de Comércio) e a (Pesquisa Mensal de Serviços), do IBGE, serão conhecidas na quarta (13) e na quinta-feira (14), respectivamente. Finalmente, no dia 15, haverá a apresentação do IBC-Br pelo Banco Central.

No exterior, contaremos com a produção industrial mensal e o PIB da União Europeia nos dias 13 e 14, respectivamente. Também na quarta-feira, será divulgado o índice de inflação ao consumidor norte-americano.

Há, todavia, algo relevante em curso, além dos indicadores econômicos: a situação agrícola, especialmente da soja. Os desdobramentos da guerra comercial entre China e Estados Unidos impossibilitaram a venda do grão americano e afetaram os agricultores. O resultado foi o maior estoque dos últimos sete anos e a dificuldade de converter a produção em moeda. É claro que o produtor local não está satisfeito com estes eventos. Prova disto, são os primeiros levantamentos sobre a safra americana, que se inicia em abril, e revelam a diminuição da área destinada à cultura.

A este cenário, se soma a situação do Brasil, o segundo maior produtor mundial de soja. A expectativa é de uma colheita menor do que a estimado por conta da falta de chuvas Sul, que prejudica a produção do Paraná e Rio Grande do Sul, que ao lado do Mato Grosso, são os maiores produtores nacionais.



Se hoje os estoques, hoje, estão elevados, conforme figura acima, é por conta de um choque atípico e independente da relação entre oferta e demanda, que em situações normais ditaria o ritmo do mercado. Uma vez expurgada a mão do estado, o mercado retoma sua normalidade. Os números revisados para baixo apontam para a disponibilidade menor do grão americano no final do ano, algo que não deve acontecer com a demanda mundial na mesma magnitude.

GESTÃO: Água fria com Previdência e risk-off no exterior
“Acabou-se o que era doce”. A frase que vovó empregava para encerrar travessuras de maneira súbita ilustra de forma sutil o que foi a segunda semana de fevereiro. Empossada a nova legislatura no Congresso; os líderes e presidentes das casas legislativas, de pronto, admitiram o que todos já falavam à boca pequena, mas não tinham coragem de reconhecer em público: a reforma da Previdência dificilmente será aprovada no primeiro semestre.

Qual a novidade? A reafirmação crua de que formar maiorias estáveis leva tempo e articulação, que o déficit segue alto; e o crescimento, baixo, inclusive o do lucro das empresas. Aliás no mundo todo, salvo louváveis exceções setoriais, tal qual tem sido demonstrado pela frustrante temporada de resultados corporativos nos EUA, sugerindo que o pico de lucros corporativos do atual ciclo econômico ficou para trás. Não queremos com isso semear pessimismo, apenas notamos que esse retorno à realidade – especialmente no mercado brasileiro – foi não só saudável, mas extremamente necessário. 

A boa notícia é que, devido aos crescentes sinais de desaceleração econômica sincronizada nas economias avançadas, começa a se formar um consenso de que os bancos centrais devem interromper – ao menos por hora – o ciclo de aperto monetário e diminuição de seus balanços. Face a uma economia mundial claudicante, perdem ativos de risco como ações (Ibovespa -3% na semana, sob forte influência negativa de Vale, e S&P500 -0,3%) e ganham o dólar (+2% na semana) e outros ativos considerados ‘portos seguros’. Os DIs também sentiram a pancada da moeda norte-americana na semana e ampliaram ligeiramente os prêmios ao longo da curva na semana, após longo período de movimento unidirecional (para baixo).

Para a próxima semana, destaque para os dados do PIB da Alemanha e Zona do Euro no 4T18 e também para o PPI nos EUA. Já no Brasil destaque para o IBC-Br (proxy mensal do PIB) referente a janeiro e para a continuidade da temporada de resultados corporativos.


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