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GRUPO SEGURADOR BANCO DO BRASIL E MAPFRE amplia acervo do MASP

A partir de agora, o MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand passa a contar com mais duas importantes obras em sua coleção, adquiridas por meio de recursos aportados pelo GRUPO SEGURADOR BANCO DO BRASIL E MAPFRE. As pinturas Candombe, de Pedro Figari, circa 1930, e O Artista, de Heitor dos Prazeres, 1959 chegaram ao local na primeira semana de abril e já podem ser conferidas pelos visitantes.

“Nossa política de patrocínio tem como objetivo apoiar a cultura e promover seu acesso de forma democrática. Além de viabilizar a exposição, estamos orgulhosos em contribuir com um dos mais importantes museus da América Latina, fortalecendo o posicionamento da arte brasileira diante do cenário cultural internacional”, afirma Roberto Barroso, presidente do GRUPO SEGURADOR BANCO DO BRASIL E MAPFRE nas áreas de Vida, Rural e Habitacional.

A chegada das obras faz parte de um importante momento para a seguradora, que segue como patrocinadora dessa exposição que, pela primeira vez, leva o acervo do museu para fora de São Paulo (SP). Após passagem pelo CCBB RJ, a mostra estará no CCBB BH a partir de 26 de abril. O apoio é viabilizado por meio da Lei Rouanet.

A exposição traz mais de 100 obras do MASP que representam como o homem foi retratado ao longo dos séculos. Com curadoria de Rodrigo Moura e Luciano Migliaccio, da equipe do museu, a mostra conta com importantes artistas nacionais e internacionais, como Paul Cézanne, Pablo Picasso, Amadeo Modigliani, Vicent van Gogh, Anita Malfatti e Cândido Portinari.

“É um movimento importante e que confere ainda mais prestígio e força para o acervo do MASP. Além disso, este é um momento histórico para a trajetória do GRUPO, que, desde o início da sua operação, atua como agente da promoção da cultura brasileira e do engajamento da sociedade”, conta Luis Gutiérrez, presidente do GRUPO SEGURADOR BANCO DO BRASIL E MAFPRE nas áreas de Auto, Seguros Gerais e Affinities.

Sobre as novas obras
Candombe (circa 1930) é um exemplo eloquente de umas das temáticas que Figari mais desenvolveu em sua carreira: as festas e as religiões do povo uruguaio, sobretudo dos negros descendentes de africanos, escravizados até 1842, data da abolição da escravatura no Uruguai. A obra representa o interior de um terreiro de candombe, religião de origem africana, da cultura Iorubá, análoga ao candomblé brasileiro, que assumiu diversas feições das Américas. Na pintura, nove pessoas participam do ritual, sendo que uma delas toca um tipo de atabaque, instrumento fundamental nos cultos iorubas.

Figari, nome fundamental da arte sul-americana, foi artista, escritor, advogado e político uruguaio. Ficou conhecido por sua pintura de matéria densa, composta por campos cromáticos de colorações fortes.

A pintura O Artista (1959) retrata um tipo africano, que aparece representado de perfil, como a maior parte das figuras de Heitor dos Prazeres. A obra pertence a uma vertente menos conhecida de sua produção do que as cenas coletivas, embora igualmente importante. Na composição, o homem, em pose hierática, veste uma camisa branquíssima, abotoada até o colarinho, e uma boina bem assentada na cabeça grisalha, indicando tratar-se de um ancião. O cachimbo também indica que pode se tratar de um preto velho, entidade da umbanda que remete a velhos africanos escravizados no Brasil, ou até mesmo de um nada fiel autorretrato, segundo sugere o título.

Heitor dos Prazeres é uma das principais figuras da cultura afro-brasileira do século 20, tendo se dedicado principalmente a temas populares como as brincadeiras de rua, o trabalho braçal, a ocupação das encostas de morros para a criação das favelas, assim como o samba e outras manifestações musicais.

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