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Notícias Global Risks nº1


A primeira edição da Jornada Global Risks no Brasil, que reuniu profissionais de seguros e gerenciamento de riscos de grandes empresas internacionais e nacionais, deu início a um importante debate sobre os desafios no setor de Grandes Riscos no mercado brasileiro.

Com o objetivo de continuar esse diálogo e fomentar a troca de experiências, o GRUPO SEGURADOR BANCO DO BRASIL E MAPFRE convida você à leitura da newsletter Global Risks. A publicação aborda questões técnicas, políticas e econômicas sobre os diversos setores de riscos globais: óleo e gás, aviação, indústria, energia e infraestrutura. A periodicidade será bimestral, apresentando um desses temas estratégicos a cada edição, uma forma de compartilhar informações mais detalhadas sobre o segmento.

Especialmente nesta primeira edição, apresentamos alguns destaques da Jornada e também uma entrevista exclusiva com Marcos Ferreira, presidente do GRUPO SEGURADOR BANCO DO BRASIL E MAPFRE para as áreas de Auto, Seguros Gerais e Affinities.

Aproveite e boa leitura!

 

Global Risks: Desafios e Oportunidades

A versão brasileira da Jornada Global Risks, tradicional encontro promovido a cada dois anos pela MAPFRE Global Risks na Espanha, foi um sucesso. Realizado em 7 de junho, no Hotel Hilton em São Paulo, o evento seguiu o formato de apresentação de cases e debates sobre questões estratégicas para o setor de Grandes Riscos no mercado brasileiro.

Participaram dos painéis, além de executivos da MAPFRE Global Risks, representantes de diversas empresas, como Eletropaulo, Noenergia, Eletrosul, Petrogral, IRB RE, Avianca Linhas Aéreas, Companhia Siderúrgica Nacional, entre outras. O presidente do GRUPO para as áreas de Auto, Seguros Gerais e Affinities, Marcos Ferreira, mediou o painel de abertura, destacando o crescimento de Grandes Riscos na companhia. Acompanhe outros destaques dos painéis.

ENERGIA
A contratação do seguro de responsabilidade civil pelas empresas distribuidoras e geradoras de energia foi um dos destaques desse painel. Nesse sentido, a responsabilização do gestor é necessária, pois há um aumento nos custos das indenizações, que nem sempre é ocasionado por terceiros, mas pode estar relacionado com alguma ação dentro da própria empresa.

 

 

E ÓLEO E GÁS
A queda de preços do barril de petróleo influenciou o mercado segurador. Houve paralisação de investimentos, sem a redução do número de sinistros, impactando diretamente na arrecadação dos prêmios.

 

 

AVIAÇÃO
O painel sobre riscos aeronáuticos trouxe insights sobre crises relacionadas a acidentes e os impactos na imagem corporativa. Além disso, abordou questões da propriedade compartilhada na aviação executiva.

 

 

INDÚSTRIA
A capacidade para se preparar para o risco, prevendo consequências, além de estabelecer ações preventivas, é uma estratégia que pode manter a eficiência das operações e a realização de novos negócios.

 

 

Um segmento em expansão

Acompanhe a entrevista com Marcos Ferreira, presidente do GRUPO para as áreas de Auto, Seguros Gerais e Affinities.

Qual é a sua avaliação com relação ao impacto do evento Jornada Global Risks?
A Jornada Global Risks foi um fórum de alto nível para discussões técnicas e econômicas. Colocou em destaque o segmento de grandes riscos, que vem crescendo expressivamente no Brasil. Em um país com as dimensões territoriais como o nosso, com grandes diferenças climáticas, geográficas e visibilidade internacional, os grandes riscos formam um amplo nicho que seguradoras e resseguradoras podem explorar nos próximos anos.

O que o seguro de grandes riscos representa para a economia brasileira?
Desde 2006, o setor de seguros vem crescendo em ritmo maior do que o PIB. Em 2016, a projeção da participação de seguros corresponde a 3,9% do PIB brasileiro e deve atingir 4,4% do PIB em 2019. Os seguros de grandes riscos têm forte contribuição para esse resultado. Entre janeiro e agosto de 2016, todo o mercado de seguro de grandes riscos obteve R$ 7,4 bilhões de prêmios emitidos, apontando crescimento de 3,7%.

No Brasil, apesar de as obras de infraestrutura decorrentes do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e dos grandes eventos esportivos recentes terem gerado negócios de seguros aquém do esperado, as empresas, principalmente as grandes, estão mais conscientes e exigentes em seus programas de gestão de riscos, o que favorece o crescimento do mercado de seguros de grandes riscos de maneira significativa e sustentável.

O que representa para o GRUPO ter assumido a liderança do seguro de grandes riscos, principalmente em um cenário de crise?
Após a saída de alguns players do já restrito clube das seguradoras que atuam no setor, fator que vem remodelando o mercado de grandes riscos no país, o GRUPO aproveitou a oportunidade para crescer de maneira expressiva e ocupar a primeira posição no ranking das seguradoras, com 18,9% de market share. Entre janeiro e agosto de 2015, o GRUPO movimentou R$ 1,39 bilhão, sendo um volume 22,5% superior. Um dos destaques desse crescimento foi o segmento de danos patrimoniais e riscos industriais. No ano passado, a carteira de Grandes Riscos foi impulsionada ainda por contratos de transporte internacional e seguros para os ramos aeronáuticos e riscos de petróleo. Desde 2015, o GRUPO também reforça sua atuação no mercado de riscos espaciais, sendo responsável pelo seguro que garantiu o lançamento de dois satélites em 2015 e possui outras quatro apólices vigentes para satélites já em órbita.

Quais as perspectivas para o mercado de grandes riscos nos próximos anos?
O mercado de seguros e resseguros na América Latina tem apresentado crescimento de dois dígitos nos últimos anos, diferentemente dos mercados maduros. Bom exemplo é o Brasil, que representa quase a metade do mercado regional e atingiu crescimento significativo nos últimos cinco anos, com dinâmica independente da evolução do PIB do país. Espera-se que nos próximos anos tenhamos um número reduzido de seguradoras atuando em grandes riscos, embora haja uma ampliação dos programas de seguros mais estruturados. No Brasil, as principais demandas devem ser de projetos estruturados de infraestrutura nas áreas de energia, aeroportos, rodovias, portos, ferrovias e mineração. O mercado de seguros de grandes riscos precisa se preparar com produtos e serviços para cobrir os riscos relativos à construção e operação desses projetos.

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