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MAPFRE Investimentos: Estados Unidos e União Europeia divulgam indicadores

A semana de 31 de julho é de divulgação de diversos indicadores da evolução da atividade econômica e da inflação nas economias centrais. O Eurostat, autoridade estatística da União Europeia, apresenta nesta semana dados de inflação ao consumidor, no atacado, PIB e vendas no varejo no conjunto das economias do bloco. Nos Estados Unidos, por sua vez, serão divulgados o deflator do PCE, proxy da inflação ao consumidor, dados referentes à geração de empregos e da taxa de desemprego.

Sem dúvida, estes dados devem subsidiar as expectativas acerca das políticas monetárias nas economias centrais. Na União Europeia, observa-se dinamismo crescente da demanda interna, com impactos positivos sobre o PIB e sobre a inflação em diferentes economias da região. Diga-se de passagem, nossa percepção também é de mitigação de riscos políticos. A vitória de Macron nas eleições francesas reduziu o risco de saída da França do bloco. Na Alemanha, Angela Merkel, defensora da UE, consolida-se como favorita para as eleições de setembro. A preocupação do início deste ano com a possiblidade de desintegração do grupo econômico parece hoje exagerada.

Nos EUA, a política monetária também segue condicionada à evolução da conjuntura. É fato que a atividade econômica apresenta sinais positivos, derivados principalmente do aquecimento da demanda interna. Isso não vem se traduzindo, entretanto, em aceleração inflacionária. Pelo contrário. Os últimos dados de inflação denotam menores aumentos de preços ao consumidor. Além disso, a nova administração republicana apresenta dificuldade em promover medidas de expansionismo fiscal, como redução de impostos e aumentos de gastos, algumas de suas principais propostas de campanha. Entre outros fatores, isso deve à falta de apoio a Donald Trump no Congresso, inclusive entre congressistas de seu partido. 

Nossa visão no início deste ano para o cenário econômico global contemplava desafios para economias emergentes. Nossa apreensão decorria da perspectiva de aperto de políticas monetárias em economia centrais. Essa apreensão persiste, mas de forma menos intensa, o que favorece fluxos de investimentos para economias emergentes. Nosso cenário global também contemplava maiores incertezas derivadas de eventos políticos em países desenvolvidos. Essa apreensão persiste, mas de forma diferenciada, o que favorece a apreciação do euro em detrimento do dólar. Esperamos a continuidade desses movimentos no curto prazo. No médio e longo prazos, entretanto, ativos de economias emergentes não estarão imunes a riscos. Continuamos atentos aos riscos e oportunidades desse cenário nesse segundo semestre.

Gestão
Semana passada os principais índices das bolsas internacionais operaram próximos da estabilidade, mantendo a tendência de liquidez reduzida nos mercados. Nem mesmo a divulgação dos números do PIB do segundo trimestre norte-americano e a decisão do Banco Central dos EUA de manter a taxa de juros em 1,25% a.a. foi capaz foi de aumentar a volatilidade dos ativos. O dólar encerrou a semana com ligeira desvalorização frente ao real de 0,29%, sendo cotado a R$ 3,1333.

No mercado de renda variável, destaque da semana para a forte valorização dos preços do petróleo no mercado internacional, refletindo no mercado local, em especial na Petrobras, que atualmente adota a política de reajustes diários dos preços da commodity. Além disso, destaque para as ações da Estácio, que registraram alta de 22% na semana, após encerrar a negociação de venda para a Kroton e divulgar surpreendentes resultados trimestrais. Já pelo lado negativo, as ações da Ecorodovias reagiram negativamente à divulgação dos seus números trimestrais. No geral, no início desta temporada de balanços as empresas têm apresentado números superiores às estimativas dos analistas.

Já no mercado de renda fixa, o Banco Central cortou novamente a taxa Selic em 1%, atingindo o patamar de 9,25% a.a.. Apesar disso, os dados fiscais do governo central, divulgado ao longo da semana, trazem preocupação e geram incerteza com relação à magnitude do ciclo de redução de juros. A parte mais curta da curva de juros sofreu forte correção dado o resultado do Copom (Comitê de Política Monetária), enquanto a parte mais longa reflete as preocupações com o quadro fiscal do país. Os destaques da semana foram: Jan18 queda de 27 pontos; Jan19 queda de 31 pontos; Jan21 queda de 12 pontos; Jan23 queda de 4 pontos; Jan25 queda de 1 ponto.

SOBRE A MAPFRE - No Brasil desde 1992, a MAPFRE é parte do grupo espanhol que forma uma das maiores empresas de prestação de serviços nos mercados segurador, financeiro, de saúde e pesquisa do mundo. Sólida e inovadora, está presente nos cinco continentes. Especialista nos segmentos em que atua, a MAPFRE opera com bases de negócios sustentáveis e é dividida em unidades de Investimentos, Consórcios, Capitalização, Previdência e Vida Resgatável, Saúde, Seguros (por meio do GRUPO Segurador Banco do Brasil e MAPFRE), Assistência e Pesquisa e Desenvolvimento (CESVI Brasil). A companhia ainda mantém a Fundación MAPFRE, instituição sem fins lucrativos, que promove e desenvolve atividades de interesse geral da população. Mais informações sobre produtos e soluções: www.mapfre.com.br.

A unidade MAPFRE Investimentos é especializada na gestão de fundos de investimentos que atendem aos segmentos de pessoa física, jurídica e institucional, totalizando hoje um volume superior a R$ 10 bilhões.

Outras informações sobre MAPFRE Investimentos:
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