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MAPFRE Investimentos analisa a movimentação econômica

São Paulo, 10 de fevereiro de 2017 – As declarações de Donald Trump desde a sua posse como presidente dos EUA vêm provocando forte reação nos mercados. Seus comentários sobre as ações de política cambial dos bancos centrais da Europa, do Japão e da China não foram exceção. O que Trump argumentou foi que estes estariam manipulando suas taxas de câmbio com vistas à desvalorização de suas respectivas moedas em detrimento das exportações e dos empregos nos EUA. De fato, a apreciação da moeda norte-americana, em curso desde 2011, acelerou-se em 2014, conforme figura abaixo.

Assim como em outros argumentos de Donald Trump, este também está sujeito a contra-argumentos. É verdade que os bancos centrais mencionados por Trump, em especial os da Europa e do Japão, vêm praticando taxas de juros baixas, inclusive negativas. Mas isso não significa que o objetivo dessa ação é a depreciação cambial. Em verdade, a flexibilização monetária, ou quantitative easing, vem sendo praticada por diferentes economias desenvolvidas como resposta à acomodação da atividade econômica nesses países desde a crise de 2008. Diga-se de passagem, o Federal Reserve, o banco central dos EUA, utilizou tal expediente de forma ostensiva ao longo dos últimos anos. Assim, o diagnóstico de manipulação cambial parece equivocado.

A pergunta relevante, no entanto, é o que Donald Trump poderá fazer frente a tal diagnóstico, mesmo que equivocado. Os bancos centrais mencionados possuem autonomia e independência em relação aos governos de seus respectivos países. Assim, de nada vale Donald Trump pressionar os governos de economias que, segundo ele, estariam manipulando suas moedas. Mesmo se os bancos centrais tivessem favorecendo a depreciação de suas moedas, os governos de tais países pouco ou nada poderiam fazer contra isso. Mais uma vez, portanto, o diagnóstico de manipulação cambial parece equivocado.

Diante disso, restaria ao governo de Donald Trump fazer uso de barreiras comerciais para conter as exportações para os Estados Unidos. Estas teriam como justificativa o diagnóstico de manipulação cambial de Donald Trump, mesmo que equivocado. Nesse caso de acirramento do protecionismo comercial, entretanto, as taxas de câmbio tenderiam a sofrer correções de forma a compensar as barreiras comerciais norte-americanas. O resultado prático disso seria a apreciação adicional do dólar frente a outras moedas. Ou seja, as moedas dos parceiros comerciais dos EUA tenderiam a se enfraquecer ainda mais para compensar as barreiras comerciais aplicadas às exportações para os Estados Unidos.  Seguiremos atentos às oportunidades e riscos desse cenário.  

CARTA DO GESTOR
No cenário doméstico o ano de 2017 começou com algumas notícias macroeconômicas positivas: 1- O Banco Central aumentou o ritmo de cortes da Selic em sua primeira reunião para 75 p.p.; 2- A inflação vem diminuindo de forma acelerada e terminou o ano de 2016 a 6,29%, abaixo do teto da meta de 6,50%. No entanto, a atividade econômica continuou sua tendência de contração e o aumento do desemprego tem preocupado a todos. Com o recesso dos parlamentares e do judiciário, houve uma baixa na pressão gerada pela Operação Lava Jato. Diante disso, os ativos brasileiros continuaram a apresentar expressiva valorização. O Dólar frente ao Real encerrou o mês com queda de 3,27% e a bolsa de valores apresentou alta de 7,38%. O fluxo de investidores estrangeiros na Bovespa foi positivo em R$ 6,244 bilhões. No cenário externo, o início do governo Trump domina a atenção dos investidores.

No mercado de renda fixa, a curva de juros futuros voltou a apresentar forte recuo influenciada pelo novo ritmo de corte da Selic (75 p.p.) e pelo cenário benigno de inflação. A inflação por sinal saiu do foco negativo quando encerrou o ano de 2015 a 10,67% para o lado positivo onde encerrou o ano de 2016 a 6,29%. O primeiro IPCA-15 de 2017 chegou ao patamar de 5,94% no acumulado 12 meses, dando espaço para o Banco Central ser mais agressivo. Em nossas posições de renda fixa nós desenvolvemos alguns estudos estatísticos ao longo de toda a curva de juros futuro no qual procuramos oportunidades de arbitragem entre os vencimentos. De uma forma geral, essas operações tem agregado bom retorno ao book de renda fixa e pretendemos aumentar o volume bem como os vértices negociados.

O book de renda fixa internacional teve pouco destaque no mês de janeiro. Viemos de uma alta expressiva desde outubro de 2016 e em janeiro a curva apresentou leve queda, um movimento considerado normal. Desde sua posse, Donald Trump tem demonstrado que seguirá com a plataforma de reformas que o elegeu. Acreditamos que este viés tendo a trazer volatilidade aos mercados e nova alta para a curva de juros americana.

No mercado de câmbio, trabalhamos com um cenário de valorização do Dólar frente às principais moedas. Com isso, estamos posicionados vendidos em Euro e comprados em Dólar via contratos futuros.

No mercado de renda variável, nossa carteira de ações apresentou performance superior ao Ibovespa e ao IBX. Em janeiro nossa carteira rendeu 7,53% contra 7,38% do IBOV e 7,21% do IBX. Com relação aos ativos, diminuímos nossa exposição no setor papel e celulose e aumentamos nossa exposição no setor de bebidas e alimentos. Em nossos fundos multimercados, o portfólio mais conservador tem exposição de 6% de ações e o mais agressivo 12%.

SOBRE A MAPFRE -
 A MAPFRE Brasil, no país desde 1992, é parte do grupo espanhol que forma uma das maiores empresas de prestação de serviços nos mercados segurador, financeiro, de saúde e pesquisa do mundo. Sólida e inovadora, está presente em mais de 51 países na Europa, Ásia, África e América. Especialista nos segmentos em que atua, a MAPFRE Brasil opera com bases de negócios sustentáveis e é dividida em unidades de Investimentos, Consórcios, Capitalização, Previdência e Vida Resgatável, Saúde, Assistência e Pesquisa e Desenvolvimento (CESVI Brasil). A companhia ainda mantém a Fundación Mapfre, instituição sem fins lucrativos, que promove e desenvolve atividades de interesse geral da população.

A unidade MAPFRE Investimentos é especializada na gestão de fundos de investimentos que atendem aos segmentos de pessoa física, jurídica e institucional, totalizando hoje um volume superior a R$ 9 bilhões.

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