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Medidas do Banco Central para baixar o custo do crédito buscam promover impacto na atividade econômica de 2017

São Paulo, 26 de dezembro de 2016 – Na semana encerrada em 23 de dezembro foi divulgado recuo no estoque de crédito do sistema financeiro nacional. Este diminuiu 2,3% ante o mesmo mês do ano anterior. A confiança do consumidor também recuou (7,3% ante o mês anterior). Diante disso, o Banco Central propôs medidas para baixar o custo do crédito. No cenário externo, a terceira estimativa do Produto Interno Bruto dos Estados Unidos para o terceiro trimestre de 2016 apresentou crescimento trimestral de 3,5% ao ano, acima das expectativas, o que denota forte avanço da economia do país no período.

CENÁRIO MACROECONÔMICO
Estoque de crédito recua e Banco Central do Brasil busca redução do “spread” bancário - O estoque de crédito do sistema financeiro nacional recuou 2,3% ante o mesmo mês do ano anterior. A desaceleração parece ser mais intensa entre empresas do que entre famílias. Nada indica que a concessão se reverterá no curto prazo: de acordo com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), a confiança do consumidor recuou 7,3% ante o mês anterior. Movimentos na mesma direção ocorreram com a confiança da construção civil e da indústria. Esses dados reforçam o diagnóstico dos meses anteriores para o mercado de crédito. Ou seja, não há evidências de recuperação dos empréstimos. Diante disso, o BC propôs medidas para baixar o custo do crédito. Entre as medidas estão: (1) simplificação das alíquotas e prazos dos procedimentos operacionais do atual sistema de compulsórios bancários, (2) aperfeiçoamento do cadastro positivo, (3) criação da duplicata eletrônica, (4) universalização das máquinas de cobranças nos estabelecimentos comerciais, e (5) edição de MP para a prática de diferentes preços conforme o meio de pagamento utilizado. Não esperamos que tais medidas, a serem implementadas até dez18, tenham impacto relevante na atividade econômica de 2017.
Relatório Trimestral de Inflação aponta espaço para queda da taxa Selic – O RTI de dezembro de 2016 reafirmou pontos do cenário do Copom: (1) atividade econômica aquém do esperado, (2) processo de desinflação mais disseminado, (3) convergência das expectativas de inflação para a meta a partir de 2018 e (4) possibilidade do fim do interregno benigno para as economias emergentes, cujos efeitos na inflação doméstica podem ser mitigados pela mudança nos termos de troca. Em suma, existe maior possibilidade de o BC reduzir a taxa Selic em 50 pontos em janeiro de 2017.
Medidas de combate à deterioração fiscal – O Tesouro Nacional informou que o BNDES antecipou o pagamento de R$ 100 bilhões referente a empréstimos. Este valor corresponde a 1,6% do PIB e reduz a dívida bruta. O BNDES ainda ficará com mais de R$ 100 bilhões em caixa. Além disso, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que não haverá afrouxamento do projeto de renegociação das dívidas dos estados com a União. As contrapartidas como a suspensão dos reajustes de servidores, cortes de gastos e outras ações estruturais, constarão nos programas de recuperação fiscal. Estas contrapartidas haviam sido retiradas na Câmara. O ônus político da aprovação e aplicação das medidas fiscais será do governo federal e dos governadores, que terão de mobilizar suas bancadas nas Assembleias Legislativas para garantir a aplicação dessas medidas.
EUA: atividade econômica em aceleração - A terceira estimativa do PIB do terceiro trimestre de 2016 dos Estados Unidos apresentou crescimento trimestral anualizado de 3,5%, acima das expectativas. Esse resultado confirma o forte avanço da economia americana no 3T16. Esse dinamismo tem continuidade no quarto trimestre: as vendas de novas moradias nos EUA cresceram 5,2% na passagem de outubro de 2016 para novembro de 2016. Para os próximos meses, diferentes pesquisas confirmam recuperação da confiança do consumidor após as eleições presidenciais, sugerindo um ambiente mais favorável ao consumo em 2017. De fato, pesquisa do Wall Street Journal/NBC News mostra que 41% dos eleitores avaliam positivamente o presidente eleito Donald Trump, acima dos 29% da pesquisa anterior, de meados de outubro de 2016. Além disso, o índice de confiança do consumidor calculado pela Universidade de Michigan registrou 98,2 pontos em dez16, 4,7% acima do resultado de nov16.

GESTÃO – Em uma semana com menor volume e poucos destaques, o principal destaque no cenário doméstico foi a queda na inflação. O IPCA-15 registrou alta de 0,19%, a menor variação para meses de dezembro desde 1998. Juntamente com este dado, foi divulgado o Relatório Trimestral de Inflação (RTI), reforçando a expectativa para que haja uma aceleração no corte da Selic.
O Ibovespa encerrou o período com desvalorização de 0,77%. O destaque semanal ficou com as ações do setor educacional. O Ministério da Educação divulgou as novas regras para o FIES em 2017 e as ações da Estácio e Kroton destacaram-se com valorização de 8,36% e 7,5% respectivamente. O pior desempenho dentro do índice Bovespa ficou com as ações da Vale, registrando queda de 8,46% na PNA e 9,22% na ON acompanhando o movimento de queda no minério de ferro nas bolsas internacionais.
O mercado de juros continuou o movimento de queda. Além do IPCA mais fraco, o diretor de Política Econômica do Banco Central deu uma entrevista reforçando um cenário favorável para a inflação nos próximos meses. As variações na curva de juros futuros foram: Janeiro de 2018 com queda de 8 pontos; Janeiro de 2019 com queda de 24 pontos; Janeiro de 2021 tem queda de 44 pontos e Janeiro 2025 com queda de 52 pontos.

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