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Perspectivas de inflação e reunião do Copom marcam a semana

São Paulo, 10 de janeiro de 2017 – A segunda semana de janeiro/17 será dominada pela reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). O prognóstico quanto ao próximo passo demanda o entendimento quanto à trajetória da inflação. Mais do que a atividade econômica, será esta que irá ditar o rumo e a intensidade das próximas decisões do Banco Central.

Nesse contexto, vale mencionar que a perspectiva de inflação para 2017 apresentará uma nova dinâmica, diferente da que observamos no ano passado. Apesar de ser possível observar aumento nos preços de alimentação na margem, não haverá um aumento explosivo da categoria. Espera-se um comportamento menos intenso de alimentação ao longo de 2017 por conta de uma expectativa mais otimista quanto às safras. Portanto, analisando o item de alimentação para a previsão da inflação de 2017, é possível ver que a variação de preços terá um comportamento menos intenso do que apresentado em 2016.

Mas existem riscos que perduram para este ano, como os preços de combustíveis que serão pauta importante da inflação nos próximos meses. A perspectiva é que o preço da gasolina aumente ao longo de 2017, pois a Petrobras deixa claro que a política de preços nacionais favorecerá a convergência para o patamar internacional. Dada a perspectiva de menor produção de petróleo de acordo com a OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), a expectativa é de aumento do preço do petróleo, com impactos nos preços internos de combustível. Portanto, apesar de inflação, de fato, estar convergindo para a meta de inflação, talvez isso não ocorra com a intensidade que se espera. Nesse contexto, a nossa projeção de IPCA em 2017 é de 5,6%, ainda acima do centro da meta.

Não por acaso, portanto, que acreditamos que o Banco Central não deveria acelerar o ritmo de seu afrouxamento monetário. Nesse balanço de riscos e oportunidades, a política monetária deveria se pautar com prudência. Afinal de contas, o dano à credibilidade do BC em caso de superação do teto da meta de inflação em 2017 não seria desprezível. Ou seja, não acreditamos que o Copom acelere a redução da taxa Selic. Esperamos que este dê continuidade ao seu afrouxamento monetário, mas com redução em 50 pontos-base da taxa Selic, para 13,25% ao ano.

A primeira semana de 2017 seguiu com volume fraco e baixa volatilidade. O destaque semanal veio do cenário externo com a indicação por dirigentes do FED de juro maior nos Estados Unidos.

Mercado local - Os investidores seguem com expectativa otimista em relação à recuperação da economia brasileira, com a bolsa subindo e o dólar e a curva de juros caindo. A cotação do Dólar frente ao Real encerrou a semana com queda de 1,83%, cotado a R$ 3,22.

Ibovespa - Encerrou a semana com alta de 2,38%, aos 61.665 pontos. O destaque semanal positivo ficou com o setor de siderurgia beneficiado por anuncio de reajuste de preços. O destaque negativo ficou com as ações da BRF (Brasil Foods) que sofreram por conta do aumento de impostos de importação na Arábia Saudita.

Mercado de juros - Continuou o movimento de queda das últimas semanas, com destaque para os vencimentos mais curtos da curva de juros futuros. Crescem as apostas de um corte de 75 pontos da Selic. Os destaques da semana foram: Jan18 queda de 15,5 pontos; Jan19 apresentou queda de 14 pontos; Jan21 queda de 9 pontos e Jan25 queda de 9 pontos.

SOBRE A MAPFRE - A MAPFRE Brasil, no país desde 1992, é parte do grupo espanhol que forma uma das maiores empresas de prestação de serviços nos mercados segurador, financeiro, de saúde e pesquisa do mundo. Sólida e inovadora, está presente em mais de 51 países na Europa, Ásia, África e América. Especialista nos segmentos em que atua, a MAPFRE Brasil opera com bases de negócios sustentáveis e é dividida em unidades de Investimentos, Consórcios, Capitalização, Previdência e Vida Resgatável, Saúde, Assistência e Pesquisa e Desenvolvimento (CESVI Brasil). A companhia ainda mantém a Fundación Mapfre, instituição sem fins lucrativos, que promove e desenvolve atividades de interesse geral da população.

A unidade MAPFRE Investimentos é especializada na gestão de fundos de investimentos que atendem aos segmentos de pessoa física, jurídica e institucional, totalizando hoje um volume superior a R$ 9 bilhões.

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