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Recuo no nível de atividade econômica e medidas anunciadas pelo governo foram principais destaques do cenário da semana

São Paulo, 20 de dezembro de 2016 – Ao longo da última semana, o cenário interno continuou apresentando sinais de piora, com recuo de 0,5% do índice de atividade econômica do Banco Central ante o mês anterior, no nível mais baixo desde janeiro de 2012. O Ibovespa encerrou o período com queda de 3,49%, tendo como principais destaques negativos os setores siderúrgico e de mineração. Já o cenário externo contou com fatores como o aumento da taxa de juros nos Estados Unidos, justificada pelos resultados esperados e realizados em relação a emprego e inflação. Mais detalhes estão presentes na análise semanal da MAPFRE Investimentos para o período.

Nível de atividade: continuidade da retração – O índice de atividade econômica do Banco Central recuou 0,5% ante o mês anterior. Com isso, o IBC-Br atinge o nível mais baixo desde janeiro de 2012, com claros sinais de piora da atividade econômica. As vendas no varejo recuaram 0,8% em outubro de 2016 ante setembro de 2016. A receita real do setor de serviços recuou 2,4%, ante o mês anterior. Trata-se da décima oitava queda consecutiva do indicador nessa base de comparação. A MAPFRE Investimentos estima continuidade dessa deterioração. Continuam a pesar negativamente a piora do mercado de trabalho, da confiança do consumidor, e a retração do crédito.

Política: Executivo e Legislativo com pelo menos três iniciativas de destaque - São elas: (1) O Executivo anunciou medidas favoráveis às empresas e às famílias. O destaque é o Programa de Regularização Tributária. Este permitirá às empresas quitarem seus passivos tributários em até 60 meses por meio da utilização de créditos tributários e prejuízos fiscais. Para as famílias, algumas medidas poderão baratear o crédito, como a mudança na forma de adesão do cadastro positivo. (2) Na Câmara dos Deputados, a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou a admissibilidade da reforma da Previdência (PEC 287/16); (3) No Senado, foi aprovado o projeto (PLC 54/2016) que promove reduções das dívidas dos estados com a União, mediante contrapartidas. Além desse tema, o texto ganhou uma emenda que cria o Regime de Recuperação Fiscal, um programa de adesão optativa para estados em pior situação.
EUA: FED sinaliza ajuste mais rápido ano que vem - O FOMC (Federal Open Market Committee) decidiu por unanimidade aumentar a sua taxa básica de juros em 25 bps, para o intervalo entre 0,50% e 0,75%. A decisão foi justificada pelos resultados realizados e esperados no cenário de emprego e inflação. Chamou atenção o cenário do ano que vem, que passou de 2 para 3 aumentos. A taxa neutra de juros agora é novamente estimada em 3,0%. Em sua entrevista coletiva, Yellen afirmou que os membros discutiram o possível cenário fiscal expansionista do governo Trump.
China: preocupação com endividamento elevado – A evolução da produção industrial, vendas no varejo e de investimentos em ativos fixos mantiveram em novembro de 2016 o ritmo de expansão observado nos meses anteriores. O crédito continua sendo uma alavanca importante para sustentar o crescimento chinês. O destaque voltou a ser o conjunto das operações de captação junto ao setor não bancário. Segue, portanto, a preocupação em relação ao endividamento da economia chinesa.

GESTÃO
O destaque da semana ficou por conta da elevação da taxa de juros nos Estados Unidos em 0,25%, para 0,75% a.a. e o discurso dos membros do Federal Reserve, elevando suas estimativas da taxa de juros de longo prazo para 3%. Esse fato provocou grandes movimentos nos mercados de juros e moedas pelo mundo todo, em especial no Euro contra Dólar, que apresentou forte desvalorização, encerrando a semana cotada a EUR 1,042.
Na Bovespa a semana também foi agitada, com o anúncio das medidas econômicas do governo. O aumento de juros nos Estados Unidos também aumentou a aversão ao risco por parte dos investidores e gerou reação negativa nos principais mercados acionários. O Ibovespa encerrou o período com desvalorização de 3,49%. Os principais destaques negativos foram os setores de mineração e siderúrgico, influenciados também pelo recuo dos preços do minério de ferro. Já na ponta positiva, destaque para setores atrelados ao Dólar, como petroquímico e papel e celulose.
O mercado de juros operou com sinais opostos. A parte mais curta da curva apresentou queda, com expectativa de maiores cortes na taxa de juros. O contrato futuro para Janeiro de 2018 teve queda de 15 e para Janeiro de 2019, apresentou queda de 11 pontos. Já a parte mais longa da curva foi influenciada pela maior aversão a risco e registrou ligeira alta, com o vencimento para janeiro de 2021, subindo 9 pontos, e para 2025 a alta foi de 12 pontos.

SOBRE A MAPFRE -A MAPFRE Brasil, no país desde 1992, é parte do grupo espanhol que forma uma das maiores empresas de prestação de serviços nos mercados segurador, financeiro, de saúde e pesquisa do mundo. Sólida e inovadora, está presente em mais de 51 países na Europa, Ásia, África e América. Especialista nos segmentos em que atua, a MAPFRE Brasil opera com bases de negócios sustentáveis e é dividida em unidades de Investimentos, Consórcios, Capitalização, Previdência e Vida Resgatável, Saúde, Assistência e Pesquisa e Desenvolvimento (CESVI Brasil). A companhia ainda mantém a Fundación Mapfre, instituição sem fins lucrativos, que promove e desenvolve atividades de interesse geral da população.

A unidadeMapfre Investimentosé especializada na gestão de fundos de investimentos que atendem aos segmentos de pessoa física, jurídica e institucional, totalizando hoje um volume superior a R$ 9 bilhões.

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